6 May 2008
Rexona e os perigos das redes sociais
Marketing trabalha com construções de longo prazo. Monta uma imagem para a marca XYZ a partir de percepções e experiências dos usuários.
Um dos grandes desafios das agências é domar as associações negativas que brotam aos montes na web.
Exemplo?
Print screen retirado da comunidade Rexona no orkut:
Clique na imagem para ampliar
Problemas detectados:
- péssimo uso do português
- rexona usado como droga
- enquete aberta na home da comunidade
- foto tosca dos participantes do tópico
Tudo isso afasta o target da marca, por ser uma associação indesejável.
Será que vale o falem mal, mas falem de mim? Seriam esses pequenos danos parte de uma margem de risco aceitável, mas que faz parte do posicionamento de marcas antendas com as novas tendências?
5 Comments currently posted.
Tonobohn says:
Guilherme Nascimento Valadares says:
O Ronaldo inclusive perdeu seu contrato milionário com a TIM, que pode reincidir sem sequer pagar multa, por associação negativa do atleta.
No caso de publicidade negativas de menor escala, como no caso da Rexona, o desafio é administrar as situações, que por vezes não são nem mesmo notadas pela marca, mas ainda assim geram efeitos colaterais nada saudáveis.
Ale Jungermann says:
Gui,
Este é, para mim, o ponto central da discussão sobre Mídia Social.
Falar mal ou propor usos “alternativos” para produtos, existe desde que o mundo é mundo ou seja, até aí, nenhuma novidade, certo?
O que muda com a Mídia Social (e em uma esfera mais ampla com a Internet como um todo) é o alcance da mensagem.
Antes, uma mensagem como essa de Rexona ficaria restrita ao círculo de amigos e, talvez, chegasse aos amigos dos amigos.
Hoje, chega para muito mais gente e em alta velocidade.
O desafio, portanto, para as marcas, está aí: Como apagar incêndios em florestas se até agora só existiam incêndios em jardins? ![]()
Guilherme Nascimento Valadares says:
“O que muda com a Mídia Social (e em uma esfera mais ampla com a Internet como um todo) é o alcance da mensagem.
Antes, uma mensagem como essa de Rexona ficaria restrita ao círculo de amigos e, talvez, chegasse aos amigos dos amigos.
Hoje, chega para muito mais gente e em alta velocidade.
O desafio, portanto, para as marcas, está aí: Como apagar incêndios em florestas se até agora só existiam incêndios em jardins? ”
Jungermann,
vou colocar *exatamente* esse trecho em pauta no Workshop que vai rolar dia 20 agora sobre as redes sociais.
Quero ver quem tem resposta pra essa. As marcas devem aguentar as pequenas queimaduras ou montar equipes para micro-gerenciamento de mídias sociais?
Haja jargão. o_O
Ale Jungermann says:
Gui,
Fico feliz que você vá colocar isso em pauta. Se puder compartilhar as respostas conosco, agradeço.
Quanto à sua questão se ” As marcas devem aguentar as pequenas queimaduras ou montar equipes para micro-gerenciamento de mídias sociais” arrisco a dizer que, ambos, porque mesmo que existam essas equipes, as marcas não estão [e arrisco a dizer que nunca mais estarão] imunes às queimaduras. O que vai ser diferencial é a capacidade de aguentar, absorver, aceitar e agir em maior ou menor grau este tipo de situação.



Sempre achei bobagem dizerem que “não há publicidade negativa”. Falar mal de uma marca é falar mal e pronto. Só pode ser ruim.
Veja se o Ronaldo está gostando de toda a “publicidade” com sua última aventura.
Abraço