Escassez como capacidade inventiva
Lidar com a escassez é um exercício subestimado na gestão de uma empresa.
“Afinal, passar perrengues por falta de grana é aventura pra start-up, certo?”
Não necessariamente.
Menos recursos te obrigam a fazer perguntas que questionem:
- os recursos necessários – tempo, capital, horas/homem
- o próprio problema e a maneira como foi enunciado – a percepção de um problema dita sua solução
Escassez é vista como um gerador de tensões.
Pode ser vista também como geradora de possibilidades.
Um time com a missão de fazer um quadrado passar por um local circular, em pouco tempo e com poucos recursos, é inventivo. Um time com recursos para jogar fora o quadrado pelo círculo não precisa desbravar novos caminhos. Claro, tornar sua empresa refém desse pensamento faz de você apenas um líder mesquinho e talvez um tanto sadomasoquista. No entanto, doses esporádicas visando o desenvolvimento da capacidade inventiva [resourcefulness] são bem-vindas.
Um time com baixa capacidade inventiva é dependente de recursos, estrutura, horas extras e bônus no final do mês.
Um time com alta capacidade inventiva quebra barreiras no café da manhã.
Enquanto gestor, experimente fornecer à sua equipe menos recursos e ver como se saem. Vai ter uma boa medida do que são capazes.